19 de septiembre de 2010

Para que se faça constar.

Eloy Page

No dia de hoje, 15 de setembro de 2010, dia em que Honduras celebra seu 189º aniversário de Independência, suscitaram-se atos vandálicos na cidade de San Pedro Sula, os quais, devido à tergiversação que os membros da chamada “Resistência Popular” estão fazendo dos mesmos, como hondurenho que sou, me vejo na imperiosa necessidade de esclarecer aos povos do mundo.


Honduras celebra sua independência nacional com um desfile cívico-patriótico de todas as escolas e institutos educacionais do país, com suas respectivas bandas de guerra o qual dá colorido aos desfiles. Cabe mencionar que estes desfiles são cívico-patrióticos e não têm em nenhum momento matiz político algum.


Os membros da chamada “Resistência Popular” deram início a um desfile paralelo ao que se desenvolvia por parte dos institutos, e em determinado momento começaram os atos vandálicos que têm por costume efetuar contra as instalações físicas dos negócios e edifícios privados que encontram em seu caminho, quebrando janelas e pintando paredes com propaganda política. Nesta oportunidade não lhes foi suficiente a agressão à propriedade privada, senão que dirigiram sua agressão aos estudantes dos institutos que estavam desfilando nesse instante. Como era de se esperar, a Polícia Nacional não teve mais alternativa que intervir, não só para proteger a propriedade privada como também para proteger a vida dos estudantes e espectadores que nesse momento efetuavam sua atividade cívica anual.


Os membros da Resistência tornaram-se violentos contra não só a Polícia como também contra os civis que se encontravam no local. Como é lógico esperar, produziram-se prisões dos que incorriam em delitos como escândalo público e danos à propriedade privada. Estes tiveram que ser dispersados com gás lacrimogêneo, tendo os presentes que passar pelo aborrecimento de inalar estes gases o qual indispõe as pessoas momentaneamente.


A chamada “Resistência Popular”, que é composta por partidários do ex-presidente defenestrado em 28 de junho do ano recém passado, se dão ao trabalho em cada oportunidade que têm de se reunir e cometer atos vandálicos contra a propriedade privada e provocar os membros da Polícia Nacional, a fim de que estes respondam a suas provocações.


Como em toda sociedade moderna, não é possível cometer atos vandálicos em completa impunidade pelo que a Polícia Nacional, com a finalidade de resguardar a propriedade privada e a vida das pessoas, teve que atuar e dispersar os membros da Resistência, porém estes utilizam estas ações para fazer denúncias de que suas manifestações são pacíficas e que eles são objeto de repressão por parte do Estado hondurenho.


Em Honduras não existe a repressão por si só. Cada vez que a Polícia se viu na necessidade de intervir, foi porque os membros da Resistência converteram suas manifestações “pacíficas” em verdadeiras hordas que arremetem e destroem tudo o que encontram pela frente, chegando como o dia de hoje a agredir os espectadores e estudantes que celebravam o desfile cívico-patriótico pela independência da pátria.


Uma vez mais, os partidários do presidente derrocado demonstram que seu amor por Honduras é nada, e que só respondem a palavras de ordem de forasteiros e interesses pessoais de alguns poucos.


Em todo o país do mundo civilizado, quando um punhado de pessoas se dedicam a agredir a propriedade privada e às pessoas em sua integridade física, estas têm que ser controladas pela Polícia do respectivo país, sem que isto signifique repressão de tipo político. CONSTE.

Colaboración de:
Tradução: Graça Salgueiro
http://notalatina.blogspot.com/
http://observatoriobrasileno.blogspot.com/

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